sábado, 6 de setembro de 2014

Resenha: Bruxos e Bruxas



Autores: James Patterson e Gabrielle Charbonnet.
Tradução: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito.



Sinopse:

Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo "Nova Ordem", que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?




Opinião:
Fantasia, mistério, suspense e diversão, esse livro tem. Senhoras e senhores, meninos e meninas, posso afirmar que, sem sombra de dúvidas, eu esperava menos desse livro. História de adolescentes bruxos (para mim) seria uma clara tentativa de copiar Harry Potter. Admito que eu estava errada. O livro é único, por diversas razões. Desde a montagem da história, seu desenvolver, até a forma de narrativa.

O legal do livro é ter sido narrado pelos irmãos Whist e Wisty, de forma bem adolescente e diferente, o texto contém personalidade.

Bruxas e bruxos, é o primeiro livro da saga que contém mais três livros: o dom, o fogo e o beijo.




“O maior contador de histórias do Estados Unidos.” Forbes

“Ele sabe como fazer o leitor virar as páginas.” San Francisco Chronicle




James Patterson
é um romancista nova-iorquino conhecido por seus livros de suspense, mistério e magia que agradam tanto aos adultos, quanto aos adolescentes. Ícone da cultura pop, Patterson já apareceu na série Os Simpsons e fez uma ponta, como ele mesmo, em Castle.



Ganhador do prêmio Autor do Ano (2010) da Forbes, é também de James Patterson o recorde de escritor com o maior número de títulos entre os mais vendidos (76) do The New York Times.

Casado com Susan Patterson, o casal vive a maior parte do tempo na Flórida.


Gabrielle Charbonnet é autora do livro Sundays at Tiffan’s com James Patterson. Vive na Carolina do Norte.





Veja o Trailer do livro:


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Resenha: Por que Indiana, João?

Autor: Danilo Leonardi
Editora: Giz editorial.



Sinopse:
Você pode pensar que, aos quinze anos, João já deveria estar acostumado com provocações, apelidos e humilhações. Afinal, ele é um típico adolescente deslocado e tímido. Alvo perfeito para a ira dos valentões e para o desprezo das garotas. Mas sua vida muda completamente quando reage a um ataque de seu maior algoz. O golpe de sorte que derruba o valentão é gravado e vira hit na internet. João se vê finalmente admirado, respeitado e seguro. Mas tudo tem seu preço e João vai aprender qual o peso que suas escolhas podem ter não só sobre sua vida, mas sobre as vidas de todos ao seu redor. “Por que Indiana, João?” é o livro de estreia de Danilo Leonardi, editor do canal “Cabine Literária” e parte de uma história quase comum para falar sobre algo que não deveria ser tão comum assim e que faz parte da vida de muitos adolescentes, jovens e até de adultos: o bullying

Minha opinião:
O livro é narrado por João, que conta suas experiências com o bullying e com sua vida no geral. João que a principio é tímido, tem que romper essas barreiras pra se autodescobrir. O assunto bullying é retratado com certa profundidade, colocando os pontos de forma aberta.
Eu comecei o livro imaginando tanta coisa para o João(Uísque, Indiana... Tantos apelidos), mas a cada momento ele ficava um pouco diferente, as pessoas ao redor dele também. É gostoso isso, ver uma evolução, ver a pessoa errar e acertar, resolver seus desafios internos, e no final... Aaah, sem spoilers.
Eu sabia que gostaria desse livro, pelo autor que, apesar de não ter publicado outro livro, faz ótimos textos em seu blog.
Creio que muita gente já sofreu bullying, eu sofri, minhas amigas já sofreram, e esse assunto é difícil de lidar, é ruim lembrar... Talvez esse livro te ajude a pensar um pouco mais sobre o assunto. Vale a pena ler.

"É engraçado. E dolorido. E absurdamente dramático. E você nunca pensará em Uísque da mesma forma, Pode ser que comece a leitura imaginando que já sabe o final, mas a impressão some na primeira página e você se encontra numa estrada cheia de curvas. Subidas e descidas. João é o protagonista mas isso nem sempre quer dizer que ele é um herói. E nem sempre o vilão é a pior pessoa do mundo. Um pouco de neurose contemporânea, vida de celebridade e personagens interessantes fazem parte da receita de uma história que funciona como um rinoceronte azul num pote de maionese: Você nunca sabe como vai se comportar. Jim Anotsu, autor de A morte é legal."

"...Em seu romance de estreia, cheio de conhecimento de causas e efeitos, Danilo começa com um arroz e feijão básico(e arroz com feijão é uma beleza, eu digo), mas depois resolve corajosamente nos servir um prato mais rebuscado e ousado. Como essas saladas doces que você pensa “isso não vai combinar”. Mas combina. Você irá parabenizar o metre, assim como eu” Felipe Castilho, autor de “Ouro, Fogo e Magabytes”."



Danilo Leonardi é um leitor nato, mas nunca pensou que sua ambição de escrever um livro se concretizaria até nascer a ideia de “Por que Indiana, João”.  Criador de um dos maiores sites de literatura do Brasil, acredita no poder da leitura e se esforça para que ela se torne cada vez mais popular.

Siga Danilo no Twitter @daniloelemesmo
Conheça seu trabalho no cabineliteraria.com.br

sábado, 16 de agosto de 2014

Resenha: Cidades de Papel



Autor: John Green
Traduzido por: Juliana Romeiro
Editora: Intriseca




"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio,nem ganhar um prêmio nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a rainha da inglaterra ou sobrevivido meses a deriva no mar. De todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spielgman"





E assim começa o livro "cidades de papel" de John Green. O engraçado é que você vai ler diversas vezes "cidade de papel" no livro- Adoro quando falam o nome do livro dentro do livro huehuehe.









Bom, o livro é narrado em primeira pessoa por Quentin. Um jovem que está no último ano do colégio e quer uma vida sossegada e cheia de tédio. Quando criança, a melhor amiga de Quentin era Margo, sua vizinha, eles haviam passado juntos uma experiência quase traumática para Q, e super normal para Margo. Eles viram um cara morto. Mas ele não estava apenas morto, ele estava mofando... Sabe... Com moscas em cima e tudo mais. A questão é que ele havia se matado. Depois disso, Quentin e Margo deixaram de ser amigos, apesar de morarem um do lado do outro e frequentarem a mesma escola.










Então, um dia, Margo simplesmente ressurge na vida de Quentin, propondo a ele uma aventura de uma noite-Não pense besteira- Uma sessão de pegadinhas contra algumas pessoa populares no colégio (Apesar de Margo ser uma popular também). Depois de uma noite super agitada, Margo Roth Spiegelman desaparece do mapa,mas ela deixa algumas pistas para Quentin, o que o faz ter esperanças com a bela moça.

O livro é cercado de mistério e partes cômicas que na maioria das vezes acontecem graças aos amigos de Quentin, Radar e Ben. Sempre que eles aparecem dão motivo pra dar risadas.

Eu gostei da leitura, é bem divertida, apesar de ter umas partes um pouco arrastadas, mas logo volta a tomar um ritmo divertido de novo.









Embora eu tenha achado Quentin um pouco parecido com Miles e a Margo parecida com Alasca (Do livro Quem é você Alasca?), digo, na personalidade, acho que vale a pena ler. Dá pra ler em cerca de 2 ou 3 dias, se você tiver uma vida agitada como a minha.

domingo, 3 de agosto de 2014

Quem é você Alaska-Resenha


Autor:John Green
Tradução: Rodrigo Neves
Editora: Wmf Martins Fontes
“... se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.”
Quando se inicia um livro, você acaba-mesmo que sem querer- tentando prever o que irá acontecer nos próximos capítulos, pedindo as forças do universo para que o autor te surpreenda e que tudo que você imaginou ou traçou em sua mente para o fim da história esteja errado, então continua lendo porque acredita que pode ser surpreendido... Bom, nem sempre você tem sorte, e o escritor acaba cedendo ao clichê, com o final mais previsível possível.  John Green não é esse autor. Ele consegue me deixar com o coração na mão, segurando o folego de tanta emoção. Apesar de seus finais um pouco mal terminados, com aquele gosto de quero mais, ele costuma me satisfazer.


Em “Quem é você Alasca?”, a emoção é uma constante prazerosa.
Miles Walter é um garoto magrelo de vida tediosa, sem amigos, sem namorada e sem emoção alguma. Seu hobby- que a principio eu achei estranho, mas depois de um tempo me pareceu poético- era colecionar ultimas palavras, ou seja, a última frase antes da morte. Bem se percebe que ele não era o tipo de cara emocionante. Ele mesmo possuía a convicção de que estava se tornando um perdedor. Após ler a ultima palavra do poeta François Rabelais (Saio em busca de um Grande Talvez), Miles resolve mudar de escola e partir para um colégio interno Culver  Creek , frequentado anteriormente por seu pai e procurar o seu próprio “Grande Talvez”.


Em Culver Creek, Miles descobre um mundo novo, onde a rebeldia não o impedia de tirar boas notas, onde havia seu primeiro melhor amigo, vulgo, Coronel, e onde havia Alasca Young.
Talvez, Alasca pudesse ser seu “Grande Talvez”, ou talvez, ela só estava ali para mostrá-lo o caminho... Este é um dilema que eu demorei um pouco para chegar à conclusão de que eu não havia conclusão alguma. Mas, acompanhando a história, você percebe o efeito que a vida de Alasca causa na vida de Miles, mudando completamente o curso da história.
O livro possui um enredo envolvente, John Green acertou em diversos detalhes, não deixou pontas soltas- Como eu temia que pudesse acontecer- Ou seja, eu recomendo.

Assista ao Trailer Book:





A garota que eu quero- Resenha




Terceiro livro da trilogia "O Azarão"

Autor: Markus Zusak

Tradução: Vera Ribeiro

Editora: Intriseca

Edição: 2013






"O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher".





Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.










A garota que eu quero é o terceiro livro de uma trilogia criada por Makus Zusak. O grande problema é: Eu não sabia!!

Exatamente. Eu li o final sem ter lido os outros dois livros. Okay... Quando eu descobri, respirei fundo e pensei "Que seja, vou ler os outros dois". Eu sabia que estava acontecendo algo errado, porque eu estava lendo e me sentindo um pouco perdida as vezes, mas ainda assim consegui amar muito esse livro.









A trilogia completa- na minha opinião as capas da Bertrand Brasil estão mais bonitas.





O livro é narrado pelo caçula da família Wolfe, Cameron. Ele é um rapaz um, pouco- mentira, ele é bastante- solitário, ele vive em seu proprio mundo, o da escrita.

No começo o livro é um pouco depressivo, mas conforme o tempo vai passando a narração toma um outro time, fica algo mais elevado. Com o passar do tempo é possível perceber que Cam fica mais confiante e com mais fome. Fome de ser alguém.




Sobre a familia Wolfe: Eu achei bem legal, o fato da mãe dele cozinhar mal chega a ser engraçado.

Parece que o mundo do Cam gira em torno da família. E gosto muito, acho lindo. Mas ele quer mais, ele quer mais dele mesmo. Quer se auto-conhecer. É ótimo ler um livro com um personagem tão complexo como Cameron Wolfe, e vê-lo evoluir a cada página.

A narração é bem gostosa, com alguns passos poéticos e charmosos.

Normalmente eu tenho medo dos finais de livro, mas o autor soube como encerrar.








Bom, agora é só esperar para ler os livros anteriores ( O que com certeza eu farei).





Nota sobre o autor:

Markus Zusak nasceu em Sidney, Austrália, em 1975,de pai austríaco e mãe alemã. Vive até hoje na cidade, com a mulher e a filha. Publicou seu primeiro romance em 1999,e também o autor de O mensageiro e A menina que roubava livros.




terça-feira, 22 de julho de 2014

Resenha do livro "Extraordinário"


Extraordinário.

Autora:R.J.Palácio.

Publicado no Brasil pela Editora Intrínseca.



Tem algumas pessoas que parecem simples e comuns, mas não são. Elas são extraordinárias.August  Pullman, o Auggie, é assim, extraordinário.
Ele nasceu com uma doença esquisita, com um nome estranho, mas é muito rara. Pra você ter uma, ideia é tão rara que acontece em 1 criança a cada 4 milhões. É uma anomalia no rosto. Ele teve que passar por diversas cirurgias para tentar consertar sua face. Embora os resultados não tenham sido extraordinários, mantiveram-lhe vivo.

Por essas suas “mutações faciais” Auggie passou a vida estudando em casa, sua mãe lhe dava aulas. Mas agora com dez anos, ele é levado para a escola- Por ideia da mãe dele (Ela não é muito boa com frações). Se ir à escola no quinto ano já é difícil, imagina para Auggie, sendo observado por todos. Agora ele e as crianças ao redor são levados a se acostumar com isso.



O livro é narrado por Auggie, amigos e familiares, tudo de forma muito envolvente e sensível. Eu ri, chorei e refleti. Fiquei ansiosa para saber o que aconteceria então li o livro em praticamente um dia. Auggie é uma criança muito inteligente e adorável e sua família é incrível. Me admirei com o fato de existirem tantos narradores e com a forma que a R.J. Palácio diferenciou cada um, tanto na personalidade quanto na forma de pensar e escrever, o que fez a leitura ser ainda mais prazerosa e leve.


Veja aqui o trailer book: